Uma pessoa de aproximadamente 1,70 metro, deitada sobre o solo, é quase nada diante da Terra. Tomando como referência o diâmetro equatorial do elipsoide GRS 80, de cerca de 12.756 quilômetros, seriam necessárias aproximadamente 7,5 milhões de alturas humanas para atravessar o planeta de um lado a outro pelo equador. Se a Terra inteira pudesse ser reduzida à altura de uma pessoa de 1,70 metro, essa pessoa, reduzida pela mesma proporção, teria cerca de 227 nanômetros.
A comparação com uma formiga torna nossa intuição ainda mais desconfortável. Uma formiga de cinco milímetros é aproximadamente 340 vezes menor que uma pessoa de 1,70 metro. Já uma pessoa é aproximadamente 7,5 milhões de vezes menor que o diâmetro da Terra. Portanto, estamos dimensionalmente muito mais próximos de uma formiga do que a Terra está de nós.
Mesmo quando abandonamos o corpo e atribuímos a cada indivíduo um território muito maior — por exemplo, 50 metros quadrados — a relação continua extrema. Oito bilhões de pessoas, cada uma ocupando 50 metros quadrados, corresponderiam a cerca de 400 mil quilômetros quadrados, menos de um décimo de um por cento da superfície terrestre.
É difícil perceber essas proporções porque a Terra não pertence à escala em que nosso corpo aprendeu a experimentar diretamente o mundo.
E talvez seja justamente aí que comece a questão.
Um animal terrestre tentando medir a Terra
Costumamos falar da Terra como se estivéssemos diante dela, observando um objeto exterior: medimos seu raio, modelamos sua forma, dividimos sua superfície em coordenadas, produzimos mapas, satélites, modelos atmosféricos e sistemas de referência.
Mas não estamos diante dela.
Estamos nela.
Mais precisamente, somos processos biológicos que surgiram dentro de determinadas condições físicas, químicas e evolutivas oferecidas pelo sistema terrestre. Gravidade, pressão atmosférica, temperatura, disponibilidade de água, composição química, radiação solar, ciclos diurnos e sazonais e inúmeras relações ecológicas antecedem qualquer descrição humana deles.
Não decidimos qual seria a aceleração da gravidade adequada à nossa anatomia. Nossa anatomia desenvolveu-se sob determinada gravidade.
Não escolhemos a faixa de temperaturas em que a água permanece líquida para depois projetarmos um organismo compatível com ela. Organismos como nós resultam de uma história ocorrida dentro dessas condições.
Nesse sentido, a escala humana não é uma régua que aplicamos ao planeta de fora. Ela é uma consequência local do próprio planeta.
Há aqui uma distinção particularmente instrutiva entre a Terra, o elipsoide e o geóide.
O GRS 80 é uma superfície matemática regular utilizada como referência geodésica. O geóide, por sua vez, é uma superfície equipotencial associada ao campo gravitacional terrestre, aproximando globalmente o nível médio dos mares. Nenhum deles é simplesmente “a Terra”. São representações construídas para descrever propriedades dela.
Isso produz uma situação filosoficamente interessante:
a Terra existe antes de sua representação; mas, para nós, certas propriedades da Terra só se tornam inteligíveis por meio de representações.
O planeta não possui linhas de latitude desenhadas sobre sua superfície. Não possui escrito sobre o equador “6.378.137 metros”. Não contém uma tabela informando seu achatamento.
Essas coisas pertencem à nossa linguagem.
Mas aquilo que elas procuram representar não depende de nossa linguagem para produzir efeitos.
A gravidade não começou a funcionar quando escrevemos sua equação.
A medida não cria aquilo que mede
Dizer que um humano mede 1,70 metro não significa que exista na natureza alguma entidade denominada “metro” distribuída ao longo de seu corpo.
O metro é uma convenção.
A extensão do corpo não é.
Podemos representá-la como 1,70 m, 170 cm ou 1.700 mm sem mudar aquilo que está sendo medido.
Essa distinção parece trivial, mas ela alcança quase toda a atividade do conhecimento:
a representação é construída; as restrições às quais ela tenta corresponder não necessariamente são.
Isso permite escapar de dois extremos.
De um lado, seria ingênuo imaginar que nossos conceitos são fotografias transparentes da realidade.
Do outro, seria igualmente problemático concluir que, por serem construções humanas, todas as descrições são equivalentes.
Podemos construir muitas representações da queda de um corpo, mas nem todas permitem prever corretamente onde ele estará depois de determinado intervalo.
O mundo oferece resistência.
É essa resistência que transforma a ciência em algo diferente de uma simples produção de narrativas.
Há um circuito:
A representação retorna ao ambiente na forma de ação, e o resultado dessa ação confronta a representação.
Uma ponte construída com um modelo inadequado pode cair.
Uma previsão meteorológica pode falhar.
Uma órbita calculada incorretamente não conduzirá a sonda ao destino.
A natureza não precisa compreender nossa linguagem para responder às consequências de nossas ações.
O humano como sistema de interpretação
Talvez possamos então propor uma definição mais ampla de escala humana.
Ela não seria apenas a faixa de dimensões próximas de um corpo de aproximadamente dois metros.
Seria o conjunto de condições sob as quais um organismo humano consegue transformar parte do ambiente em:
- sensação;
- percepção;
- distinção;
- memória;
- conceito;
- linguagem;
- comunicação;
- decisão;
- ação.
O humano recebe sinais do ambiente, mas não recebe “a realidade inteira”.
Luz atinge os olhos apenas numa pequena faixa do espectro eletromagnético. Variações mecânicas tornam-se sons apenas dentro de determinadas frequências. Moléculas são discriminadas como cheiros e sabores segundo receptores produzidos por nossa história evolutiva.
O que chamamos de mundo percebido já é uma seleção.
Depois realizamos outras seleções.
Nomeamos.
Contamos.
Classificamos.
Relacionamos.
Criamos unidades.
Produzimos mapas.
Construímos equações.
Inventamos instrumentos capazes de converter fenômenos que não sentimos em sinais que conseguimos interpretar.
Um radiotelescópio, por exemplo, não concede ao corpo humano um novo sentido de rádio no sentido biológico. Ele produz uma cadeia de transformações pela qual algo fora de nossa janela sensorial torna-se informação acessível à nossa linguagem.
Assim, podemos escrever:
Mas esse processo não ocorre em isolamento.
Há outros organismos, outros humanos e outras linguagens.
Portanto:
Talvez seja mais adequado pensar a mente não como uma pequena testemunha instalada dentro do crânio observando o Universo, mas como parte de um sistema de relações entre organismo, ambiente e outros organismos.
E se “consciência” for uma palavra da nossa escala?
É exatamente nesse ponto que a provocação de Tim Bayne, no artigo “What if ‘consciousness’ isn’t real?”, publicado pela Scientific American em setembro de 2026, se torna importante.
Bayne não afirma simplesmente que experiências não existem. Sua pergunta é mais perturbadora: talvez “consciência” não seja uma boa categoria científica para agrupar aquilo que estamos tentando compreender.
As ciências da consciência utilizam o termo para designar coisas parcialmente diferentes: experiência, sentiência, awareness, qualia e outros fenômenos. Bayne lembra ainda que conceitos semelhantes à atual noção de “consciência fenomenal” não ocupam a mesma posição em todas as línguas e tradições, e apresenta como contraste o termo mapuche rakizuam, que incorpora dimensões relacionais entre indivíduo, outras pessoas e mundo natural.
A pergunta que emerge é profunda:
e se estivermos confundindo uma divisão produzida pela linguagem humana com uma divisão existente na própria natureza?
Bayne usa o exemplo histórico do “fogo”. Fenômenos hoje explicados por combustão, fusão nuclear, descargas elétricas, bioluminescência e emissão espectral puderam ser reunidos, em outros momentos, sob uma categoria intuitiva comum porque apresentavam semelhanças perceptíveis para seres humanos. O avanço científico exigiu separar aquilo que a experiência humana havia agrupado.
Talvez “consciência” venha a sofrer transformação semelhante.
Não porque não haja algo acontecendo quando sentimos dor, vemos vermelho, sonhamos, recordamos ou resolvemos um problema.
Mas porque talvez esses fenômenos não formem exatamente a unidade natural que nossa palavra sugere.
Nesse caso, o limite estaria menos no que conseguimos observar do que nas distinções que conseguimos conceber.
Penrose e o problema na direção oposta
Roger Penrose parte de uma inquietação quase inversa.
Em A Mente Nova do Rei, ele contesta a ideia de que toda atividade mental possa ser reduzida à execução de algoritmos. Sua argumentação recorre, entre outras coisas, aos teoremas de incompletude de Gödel e à diferença que ele considera existir entre executar formalmente regras e compreender matematicamente sua significação. Posteriormente, em Sombras da mente, desenvolve a hipótese de que compreender a consciência exigiria processos físicos ainda não adequadamente descritos pelas teorias existentes.
O argumento de Penrose é controverso. A conclusão de que a compreensão matemática humana não pode ser computacional não é aceita como consequência necessária dos teoremas de Gödel, e sua tentativa de relacionar consciência e processos quânticos também permanece disputada.
Mas, independentemente de aceitarmos sua solução, sua pergunta é importante:
e se o sistema conceitual e físico de que dispomos ainda não contiver os elementos necessários para descrever o fenômeno?
Bayne e Penrose parecem inicialmente seguir direções opostas.
Penrose pergunta:
E se a consciência for real, mas nossa física ainda for insuficiente para explicá-la?
Bayne pergunta:
E se aquilo que chamamos de consciência não corresponder a uma unidade natural como imaginamos?
Podemos colocar ambas as questões lado a lado:
ou:
Em ambos os casos aparece a mesma advertência:
não devemos confundir nossas categorias atuais com a estrutura definitiva do mundo.
A escala humana como interface
Podemos agora retornar à pessoa de 1,70 metro sobre a superfície terrestre.
Fisicamente, ela é quase imperceptível diante do planeta.
Cognitivamente, porém, esse organismo consegue produzir uma representação matemática do próprio planeta, medir seu campo gravitacional, estimar sua idade, reconstruir movimentos tectônicos, calcular órbitas e modelar atmosferas.
Há uma assimetria extraordinária:
Mas seria um erro transformar essa capacidade simbólica em centralidade ontológica.
Conseguirmos modelar a Terra não significa que a Terra seja produto de nossa modelagem.
Podemos construir a noção de geóide; não construímos o campo gravitacional cuja estrutura o conceito tenta representar.
Podemos definir temperatura; não criamos os processos termodinâmicos.
Podemos criar uma linguagem para evolução; não produzimos retrospectivamente os bilhões de anos de processos dos quais emergimos.
Podemos nomear consciência; não sabemos ainda se a natureza está organizada segundo os mesmos limites que a palavra estabelece.
Somos, portanto, uma pequena parte de um sistema que adquiriu a capacidade de produzir informações sobre o próprio sistema.
Talvez essa seja uma maneira particularmente fecunda de compreender o humano:
uma região local da Terra em que matéria organizada passou a receber sinais do ambiente, transformá-los em representações, compartilhá-los com outros organismos semelhantes e devolver ao ambiente ações orientadas por essas representações.
Isso não torna todas essas representações verdadeiras.
Um organismo pode interpretar mal.
Uma sociedade pode construir ilusões.
Uma linguagem pode introduzir categorias inadequadas.
Uma teoria científica pode falhar.
Uma crença inexistente na natureza pode, contudo, provocar consequências físicas reais quando organismos agem segundo ela.
A linguagem não precisa corresponder perfeitamente ao mundo para modificar o mundo.
Mas suas modificações continuam ocorrendo dentro das possibilidades oferecidas pelo próprio mundo.
Uma escala que não é o centro
A expressão escala humana poderia, então, adquirir um sentido diferente do antropocentrismo.
Não significaria que o humano é a medida universal das coisas.
Significaria justamente reconhecer o contrário:
somos uma medida local.
Uma determinada espécie.
Com determinado tamanho.
Determinada duração de vida.
Determinados sentidos.
Determinadas capacidades cognitivas.
Determinada história evolutiva.
Determinadas linguagens.
Habitamos uma pequena janela do espaço de possibilidades físicas e, a partir dela, tentamos reconstruir um universo que excede enormemente tudo aquilo que podemos experimentar diretamente.
A ciência talvez seja uma das maneiras pelas quais tentamos sair parcialmente dessa janela.
Não saímos do mundo humano. Construímos extensões dele.
O microscópio estende a visão.
O telescópio estende o alcance.
A matemática estende a relação.
A estatística estende a intuição.
A computação estende a operação.
A linguagem estende a memória entre indivíduos e gerações.
Mas todas essas extensões continuam começando em algum lugar: num organismo terrestre, historicamente situado, tentando interpretar sinais provenientes de uma realidade que não criou.
Talvez seja esse o paradoxo fundamental da escala humana.
Somos pequenos demais para perceber diretamente quase tudo aquilo que conseguimos conceber.
E, ao mesmo tempo, nossas concepções são poderosas demais para que possamos esquecer que continuam sendo concepções.
Entre a Terra que existe sem nossa descrição e a Terra que conseguimos conhecer existe uma interface.
Nós estamos dentro dela.
E talvez aquilo que chamamos de conhecimento seja justamente a tentativa, sempre provisória, de fazer essa interface corresponder um pouco melhor ao mundo que a tornou possível.
REFERÊNCIAS
BAYNE, Tim. What if ‘consciousness’ isn’t real? Scientific American, 15 set. 2026. DOI: 10.1038/scientificamerican102026-3KNnRi0HfpQ8bURBflkRpl. Disponível em: Scientific American — What if ‘consciousness’ isn’t real?. Acesso em: 25 set. 2026.
MORITZ, Helmut. Geodetic Reference System 1980. Journal of Geodesy, v. 74, n. 1, p. 128-133, 2000. DOI: 10.1007/s001900050278. Disponível em: Springer — Geodetic Reference System 1980. Acesso em: 25 set. 2026.
NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA). National Geodetic Survey. What is the geoid? Silver Spring: NOAA, [s. d.]. Disponível em: NOAA/National Geodetic Survey — What is the geoid?. Acesso em: 25 set. 2026.
PENROSE, Roger. A mente nova do imperador: sobre computadores, mentes e as leis da física. Tradução de Gabriel Cozzella. São Paulo: Editora Unesp, 2023. 608 p. ISBN 978-65-5711-140-6. Informações editoriais disponíveis em: Editora Unesp — A mente nova do imperador. Acesso em: 25 set. 2026.
PENROSE, Roger. A mente nova do rei: computadores, mentes e as leis da física. Rio de Janeiro: Campus, 1993. 519 p. Referência da edição brasileira confirmada em resenha bibliográfica disponível em: SciELO — A mente nova do rei: computadores, mentes e as leis da física. Acesso em: 25 set. 2026.
PENROSE, Roger. Shadows of the mind: a search for the missing science of consciousness. Oxford: Oxford University Press, 1994. Edição on-line disponível em: Oxford Academic — Shadows of the Mind. Acesso em: 25 set. 2026.
PENROSE, Roger. Sombras da mente: uma busca pela ciência perdida da consciência. Tradução de Gabriel Cozzella. São Paulo: Editora Unesp, 2021. 574 p. ISBN 978-65-5711-073-7. Informações editoriais disponíveis em: Editora Unesp — Sombras da mente. Acesso em: 25 set. 2026.
PENROSE, Roger. The emperor’s new mind: concerning computers, minds, and the laws of physics. Oxford: Oxford University Press, 1989. DOI: 10.1093/oso/9780198519737.001.0001. Disponível em: Oxford Academic — The Emperor’s New Mind. Acesso em: 25 set. 2026.
PENROSE, Roger. Précis of The Emperor’s New Mind: concerning computers, minds, and the laws of physics. Behavioral and Brain Sciences, v. 13, n. 4, p. 643-655, dez. 1990. DOI: 10.1017/S0140525X00080675. Disponível em: Cambridge Core — Précis of The Emperor’s New Mind. Acesso em: 25 set. 2026.
FONTES E FUNÇÕES NO ENSAIO
BAYNE (2026) é a fonte principal da discussão sobre a possibilidade de “consciência” não corresponder a uma única categoria natural. O artigo também fundamenta os exemplos históricos do “fogo”, da distinção entre calor e temperatura e da possibilidade de que diferentes línguas e tradições produzam recortes conceituais distintos para fenômenos mentais. Acessar o artigo na Scientific American
MORITZ (2000) fornece a base geodésica do GRS 80, utilizado para representar matematicamente as dimensões terrestres no ensaio. Acessar a referência pelo DOI
NOAA / NATIONAL GEODETIC SURVEY fundamenta a distinção entre a Terra física, um elipsoide de referência e o geóide. O NGS define o geóide como a superfície equipotencial do campo gravitacional terrestre que melhor se ajusta, globalmente, ao nível médio do mar. Definição técnica do geóide — NOAA/NGS
PENROSE (1989/1993/2023) fundamenta a discussão acerca dos limites de uma explicação puramente algorítmica da mente e de sua utilização dos teoremas de incompletude de Gödel na argumentação sobre compreensão matemática e computação. The Emperor’s New Mind — Oxford Academic
PENROSE (1990) oferece uma apresentação acadêmica condensada da própria tese desenvolvida em The Emperor’s New Mind, publicada em Behavioral and Brain Sciences. Artigo na Cambridge Core
PENROSE (1994/2021) amplia a discussão ao propor que a explicação da consciência possa requerer elementos físicos ainda não adequadamente descritos pelas teorias existentes. A tese continua controversa e deve ser apresentada como posição de Penrose, não como consenso da física ou da neurociência. Shadows of the Mind — Oxford Academic
NOTA SOBRE AS EDIÇÕES DE PENROSE
A mente nova do rei, publicada pela Campus em 1993, e A mente nova do imperador, publicada pela Editora Unesp em 2023, são traduções brasileiras de The Emperor’s New Mind: Concerning Computers, Minds, and the Laws of Physics, originalmente publicado pela Oxford University Press em 1989.
Para uma versão final do ensaio, convém escolher uma das traduções brasileiras como edição principal citada no corpo do texto, mantendo o original em inglês apenas quando houver necessidade de discutir terminologia, edição ou formulação original.
A edição recente da Unesp pode ser consultada em: Editora Unesp — A mente nova do imperador.
A existência e os dados da edição de 1993 da Campus estão documentados, entre outras fontes, nesta resenha acadêmica: SciELO — resenha de A mente nova do rei.
NOTA SOBRE OS CÁLCULOS DO ENSAIO
Os cálculos de escala — humano de 1,70 m em relação ao diâmetro terrestre, comparação ilustrativa com uma formiga de aproximadamente 5 mm e cobertura hipotética de 50 m² por indivíduo — são cálculos derivados, e não números retirados diretamente das referências bibliográficas.
Para a dimensão terrestre foi utilizado o semieixo maior do GRS 80:
[
a=6.378.137\ \mathrm{m}
]
e, portanto:
[
D=2a=12.756.274\ \mathrm{m}.
]
Para uma pessoa de 1,70 m:
[
\frac{12.756.274}{1,70}\approx7.503.691.
]
Assim, o diâmetro equatorial terrestre corresponde a aproximadamente 7,5 milhões de alturas humanas.
A formiga de 5 mm é apenas um modelo ilustrativo de ordem de grandeza, não uma afirmação de que exista um tamanho médio universal para as formigas, cujas dimensões variam amplamente entre espécies.



